O «saque de Évora» no contexto da Guerra Peninsular
Memória, história e património
Extrait
A intervenção de Napoleão em Espanha e em Portugal, ocorrida nos últimos meses de 1807, foi em parte o resultado da insatisfação com o modo como a sua vizinha do sul se comportava desde que, em finais de 1804, se aliara à França na guerra europeia em curso. Não era de admirar. Afinal, enquanto a Espanha de Godoy preparou e conduziu a guerra construindo e tornando operacional uma armada que lhe permitisse obter ganhos em Gibraltar, na Jamaica e, sobretudo, ocupando Portugal, a França de Napoleão...
Éditeur : Publicações do CIDEHUS, Edições Colibri
Lieu d’édition : Évora
Publication sur OpenEdition Books : 25 janvier 2019
ISBN numérique : 979-10-365-1397-8
DOI : 10.4000/books.cidehus.4100
Collection : Biblioteca - Estudos & Colóquios | 24
Année d’édition : 2010
ISBN (Édition imprimée) : 978-989-689-046-9
Nombre de pages : 227
Fernando Martins
Capítulo 2. A “guerra peninsular” no salazarismo: memória colectiva, ideologia e políticaDomingo L. González Lopo
Capítulo 3. El Águila vencida: los franceses en Galicia (1809). Reflexiones críticas acerca de un capítulo de la Guerra de Independencia españolaJosé Luís Assis
Capítulo 4. A expedição das tropas francesas ao Alentejo em 1808. Análise dos Relatos do tenente-general ThiébaultLourenço Pereira Coutinho
Capítulo 5. O papel das guerrilhas na resistência à ocupação francesa da Península (1808/14). Génese, actuação e consequênciasAntonio Moliner Prada
Capítulo 6. La estrategia Napoleonica y las Ciudades Sitiadas: Los Ejemplos de Évora y Tarragona en la Guerra PeninsularNuno Pousinho
Capítulo 7. As Invasões Francesas na Comarca de Castelo Branco: Repercussões no Poder Local (1807-1810)Francisco António Lourenço Vaz
Capítulo 8. O Impacto do Saque de Évora no Património Bibliográfico e Artístico da CidadeJoão Carlos Brigola
Capítulo 9. Geoffroy de Saint Hilaire e o Saque das Colecções e Museus em Lisboa (1808)Fernando Dores Costa
Capítulo 10. A Guerra Peninsular vista a partir da Intendência Geral de PolíciaA intervenção de Napoleão em Espanha e em Portugal, ocorrida nos últimos meses de 1807, foi em parte o resultado da insatisfação com o modo como a sua vizinha do sul se comportava desde que, em finais de 1804, se aliara à França na guerra europeia em curso. Não era de admirar. Afinal, enquanto a Espanha de Godoy preparou e conduziu a guerra construindo e tornando operacional uma armada que lhe permitisse obter ganhos em Gibraltar, na Jamaica e, sobretudo, ocupando Portugal, a França de Napoleão pretendia que a marinha de guerra espanhola fosse utilizada para cumprir os seus planos de invasão da Grã-Bretanha ao mesmo tempo que esperava que se rompessem as relações entre Portugal e a sua velha aliada. Logo em 1805, e após a violação pelos britânicos da neutralidade lusa, houve planos para uma intervenção francesa na Península por causa da questão portuguesa. A campanha militar europeia que decorreu na altura impediu uma intervenção francesa em Portugal tão do agrado de Godoy, da mesma forma que a vitória britânica na batalha de Trafalgar (Outubro de 1805) privou a marinha de guerra espanhola dos argumentos que dela Napoleão esperava dar uso.
Fernando Martins (dir.)
CIDEHUS-UE
Francisco Vaz (dir.)
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