Governar a cidade e servir o rei
A oligarquia concelhia em Évora em tempos medievais (1367-1433)
Governar a cidade e servir o rei é um estudo sobre o grupo dirigente que controlou o poder municipal, em Évora num período de cerca de 70 anos, correspondente aos reinados de D. Fernando e D. João I, passando pela crise dinástica de 1383-1385. Trata-se de uma análise dinâmica que levou, naturalmente, em consideração um contexto muito especial, vivido de forma intensa numa cidade que teve, como se sabe, um papel fulcral em todo o processo que conduziu o Mestre de Avis à coroa. Esse contexto, q...
Éditeur : Publicações do CIDEHUS
Lieu d’édition : Évora
Publication sur OpenEdition Books : 6 novembre 2018
ISBN numérique : 979-10-365-1233-9
DOI : 10.4000/books.cidehus.3288
Collection : Biblioteca - Estudos & Colóquios | 10
Année d’édition : 2018
Hermínia Vasconcelos Vilar
PrefácioJoaquim Bastos Serra
A orgânica concelhia: principais cargos e funçõesJoaquim Bastos Serra
O grupo dirigente: estratégias de promoção e de consolidação das posições sociaisJoaquim Bastos Serra
ConclusãoTentativa de reconstituição
Notas biográficas
Governar a cidade e servir o rei é um estudo sobre o grupo dirigente que controlou o poder municipal, em Évora num período de cerca de 70 anos, correspondente aos reinados de D. Fernando e D. João I, passando pela crise dinástica de 1383-1385. Trata-se de uma análise dinâmica que levou, naturalmente, em consideração um contexto muito especial, vivido de forma intensa numa cidade que teve, como se sabe, um papel fulcral em todo o processo que conduziu o Mestre de Avis à coroa. Esse contexto, que o estudo enfatiza, não foi indiferente para os rumos da governação municipal, nem para os destinos daqueles que dirigiam a cidade, que, na maior parte dos casos, estiveram de forma desassombrada ao lado do mestre, não lhe negando o seu apoio militar e financeiro.
Um tal posicionamento não só permitiu a esse grupo de famílias ligadas à governação reforçar a sua capacidade de controlo sobre o poder municipal, como acabou também por se constituir como a pedra de toque da sua ascenção social. O protagonismo assumido, nesses anos de fogo, à frente de uma cidade que conheceu, neste transcurso temporal, uma forte elevação no quadro político do reino, e que fez dela uma das principais cidades cortesãs, constituiu um impulso para esse grupo de famílias, em que se destacam os Lobo, os d'Arca, os Fuseiro, os Oliveira, os Façanha ou os Arnalho, permitindo-lhes iniciar ou acelerar processos de mobilidade social ascendente que, em alguns casos, os colocou no seio dos grupos nobiliárquicos.
Neste sentido, o trabalho que agora chega a um público mais alargado é não só um estudo sobre o controlo do poder, mas também uma investigação sobre os mecanismos e as estratégias de ascenção social de homens, com origens sociais mais ou menos obscuras, para quem o domínio da governação municipal constituiu um trampolim de mobilidade que os aproximou dos grupos nobiliárquicos que constituíam o seu horizonte social.
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Référence du projet : Projeto CIDEHUS–UID/HIS/00057/2013(POCI-01-0145-FEDER-007702)
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